Vereadora cobra mais espaços para a cultura e conservação do patrimônio público
A vereadora Rai de Almeida (PT), em discurso na tribuna da 38ª Reunião Ordinária da Câmara, realizada na noite desta segunda-feira (3), destacou sua participação em recentes atividades culturais realizadas na cidade e teceu críticas ao estado de conservação da Casa do Povoador, da orla do Rio Piracicaba e da não atualização do Plano Municipal da Cultura.
A parlamentar relatou que esteve presente, no último dia 31 de julho, na cerimônia de abertura da 71ª edição do Salão de Belas Artes, na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, localizada no Armazém 14A do Parque do Engenho Central, e disse: “acho que vale a pena. Quem quiser, a visitação vai até o dia 13 de setembro”.
Ela também falou sobre a realização da 3ª Semana de Cinema “Leonardo Villar”, promovida pelo coletivo cultural “Cena 14” entre os dias 25 e 31 de julho. Segundo a parlamentar, durante o evento, foi defendida pelos participantes a necessidade de um espaço público específico dedicado às artes visuais e outras modalidades artísticas em Piracicaba.
“Que nesses espaços tenham oficinas, tenham atividades do dia a dia, como ensaios, apresentações, encontros de grupos. E, com isso, manter viva a cidade de Piracicaba, que tem uma riqueza na cultura, mas que, ultimamente, tem estado muito aquém daquilo que a cidade necessita. E aí eu quero deixar registrada esta reivindicação por parte não só do segmento audiovisual, mas também de outros segmentos da necessidade de espaço público que dê acesso às pessoas”, disse.
Sobre o patrimônio público da cidade, Rai de Almeida relatou ter constatado problemas na Casa do Povoador e na orla do rio: “A Casa do Povoador, nós temos relatado isso, o quanto está abandonada. Mas não só a Casa do Povoador, como toda a orla do Rio Piracicaba tem estado abandonada, e a nossa cidade como um todo. Então, essas são questões que nós queremos deixar aqui registradas, para que haja a necessidade de um debate”.
Já sobre o Plano Municipal de Cultura de Piracicaba, sancionado em 2019, a vereadora disse que o documento não foi atualizado, como previsto, em 2025 e disse: “até agora não houve nenhuma ação por parte do governo. E nenhuma das ações também constantes do Plano Municipal da Cultura foi levada a efeito. Então, eu quero aqui deixar registrado isso, porque há um verdadeiro abandono na nossa cidade pela cultura, pela política da cultura”.