Rede faz balanço do Mês da Mulher, com vinda de ministra e ações pelo 8 de Março
O êxito das atividades promovidas ao longo de março, de conscientização e celebração de lutas femininas, foi destacado na reunião mensal da Rede de Atendimento e Proteção às Mulheres de Piracicaba, realizada na Câmara na tarde desta quarta-feira (25). Diversificada, a programação teve como ápice a vinda da ministra das Mulheres pela primeira vez à cidade.
Márcia Lopes foi recebida na sede do Poder Legislativo municipal no último 18, em evento da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara, para a assinatura do "Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio", lançado com o objetivo de fortalecer, em todas as esferas de poder, as ações governamentais de proteção às mulheres.
"A vinda da ministra das Mulheres foi histórica, com uma agenda institucional para tratar do Pacto Nacional, que a Câmara assinou. Temos avançado no debate, mas o feminicídio tem sido uma endemia e precisamos discutir bastante essa questão", disse a vereadora Rai de Almeida (PT), procuradora especial da Mulher, que comandou a reunião desta quarta-feira.

O evento organizado pela Rede em conjunto com o Executivo e outras entidades no último dia 7, na Estação da Paulista, também foi destacado na reunião, por, entre outros aspectos, conseguir promover "articulação maior entre os serviços" voltados à mulher.
Rai de Almeida fez uma crítica ao uso da palavra predominantemente por homens no evento protagonizado por mulheres. "Essa agenda foi da Rede, e o Executivo está na Rede. Foi uma agenda da Rede como um todo, articulada pela Danielle Pupin [presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB], numa sugestão bem-vinda", afirmou a vereadora.
"Os homens têm a fala em 365 dias do ano; em todos os lugares as falas são masculinas. O 8 de Março é o dia de referência da luta da mulher e, nessa ocasião, os homens não podem aceitar que as mulheres abram mão de suas falas para eles falarem, e ainda falando aquilo que não nos representa. Fiquei muito incomodada quando a Rai foi apresentada 'em nome de' um homem. Que falta de noção, que falta de percepção! Os homens ali precisavam ter abdicado da fala para as tantas outras mulheres que estavam lá", completou Rai de Almeida.
OUTROS ASSUNTOS - A reunião mensal da Rede de Atendimento e Proteção às Mulheres de Piracicaba também abriu espaço para que as entidades que a integram trouxessem atualizações de suas atividades. Fabiana Menegon destacou que o Cram está em nova sede, no São Dimas. "Ficou mais acessível por transporte público, pois antes tínhamos essa dificuldade e agora estamos próximos da avenida Armando de Salles, por onde passam várias linhas de ônibus."
Rai de Almeida entregou à coordenadora do Cram cópia do projeto de lei 17/2026, que institui diretrizes para a implementação de Políticas Públicas do Cuidado no município, e defendeu que a Rede exerça pressão sobre o governo estadual para que seja feito o descontingenciamento dos recursos já reservados para a construção da nova sede da Delegacia de Defesa da Mulher em Piracicaba. "Já têm o projeto pronto e o terreno regularizado. Falta só o governo do Estado descontingenciar para essa verba vir para Piracicaba."